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Judaismo

O judaísmo foi a primeira religião monoteísta da história, dando futuramente origem ao cristianismo e ao islamismo, e tem como principal crença de que Deus fez um acordo com os hebreus,e os tornou o povo escolhido e donos da terra prometida.Eles possuem um livro sagrado,chamado Pentateuco,popularmente conhecido como Torá,que segundo eles foi escrito por Deus,facilitando assim a aproximação com o Próprio.Diferente dos cristãos,os judeus acreditam que Jesus é apenas um filho de Deus como qualquer outro(ele também era judeu),entretanto era um farsante,e não um ser que ao mesmo tempo era mortal e divino,e por isso muito dos judeus da época apoiaram a crucificação de Jesus Cristo.
Os judeus são bastante conhecidos por seus feriados diferentes dos comuns, e são móveis por seguirem a um calendário lunosolar. Pode-se ter como exemplo a páscoa, que ao contrario do comum, eles comemoram a libertação dos judeus escravos do Egito em 1300 a.C.;o Rosh Hashanará,que é o ano novo judeu;e o Yom Kipur,dia do perdão onde eles fazem um jejum de 25 horas para purificar o espírito.Além disso,há também o popular bar mitzvah,que é uma celebração individual,e não uma festa como muitos pensam,que marcam a iniciação da vida adulta desse judeu.
No judaísmo, como em diversas outras religiões,há também os crentes extremistas,nesse caso chamados de sionistas.Esses sionistas fizeram ,após a primeira guerra mundial, um movimento apoiado pela ONU,que acabou resultando na formação do Estado de Israel,em território da Palestina,que em sua maioria era formado por islâmicos,e não judeus.Além disso,os sionistas buscam conquistar cada vez mais parte desse território que ainda pertence à Palestina.Isso permitiu a criação de alguns grupos terroristas como os Hamas,organização sunita fundamentalista islâmica da Palestina,que luta contra a expansão territorial de Israel para a mesma,tendo inclusive vencido eleições parlamentares no país e travado confrontos armados contra Israel em regiões como Jerusalém,Cisjordânia e da faixa de gaza,regiões de suma importância para os palestinos que tiveram algumas partes conquistadas por Israel.Dessas regiões,destaca-se o muro da Cisjordânia,que foi construído no intuito de separar a região de Israel,que construiu o muro,entretanto apenas 20% do muro coincide com a zona verde,que é a fronteira entre os dois territórios,o resto adentra na área da Cisjordânia,chegando em alguns trechos a 22km de invasão,separando pessoas,agricultores de suas plantações e até a população da Cisjordânia como um todo de seus recursos,já que o exército de Israel passou a controlar as mercadorias que circulam nessa região,o que fez com que a qualidade de vida despencasse.

Por isso, vale ressaltar que os judeus são claramente diferentes dos sionistas, e que muito do que ocorre nessa região é abafada pela mídia de uma maneira geral, pelo fato de Israel ser um grande aliado econômico e militar dos Estados Unidos, protegendo-o inclusive das consequências de suas ocupações de territórios palestinos.

Testemunhas de Jeová

As testemunhas de Jeová possuem uma fé cristã, mas ao contrário da maioria, não se denomina protestante e é uma não trinitária (rejeita a divisão de Deus em três partes,denominadas santíssima trindade).Elas adoram exclusivamente ao Deus que é apresentado na Bíblia,chamando-o pelo nome de Jeová.Sua organização é sustentada por doações anônimas de testemunhas de Jeová espalhadas pelo mundo inteiro.
Essas pessoas baseiam sua fé em uma interpretação bastante literal da Bíblia, adotando praticas como não denominar seu local de encontro como igreja, por estar escrito na Bíblia que a igreja é onde duas pessoas ou mais conversam sobre sua religião, independente do lugar; não comemoram e não vão a aniversários, pois dizem que Jeová não o considera um dia importante; não comemoram o natal nem a páscoa,por considerarem Jesus um pregador,mas não alguém a ser adorado;só namorar quando estiver em idade de casar;não se associam a nenhum grupo político.
A organização atual das Testemunhas de Jeová começou no final do século XIX. Naquela época, um pequeno grupo de estudantes da Bíblia nos Estados Unidos começou uma analise sistemática da Bíblia. Eles comparavam as doutrinas ensinadas pelas igrejas com o que a Bíblia realmente ensina. Eles começaram a publicar suas conclusões em livros e na revista que hoje é chamada de “A sentinela anunciando o reino de Jeová”. O objetivo do grupo era divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo e seguir o modelo deixado pelos cristãos do primeiro século. Visto que Jesus é o fundador do cristianismo, esse grupo de pessoas o considera o fundador de sua organização.

Seguindo um modelo de cristianismo do primeiro século, não existe entre as testemunhas de Jeová uma divisão entre clérigos e leigos. Todos os membros batizados são ministros ordenados e participam na obra de pregação e ensino. As testemunhas de Jeová são organizadas em congregações, cada um com cerca de cem membros. Homens experientes em sentido espiritual servem em cada congregação como “anciãos”. Eles fazem isso sem receber nenhum pagamento por seus serviços. Há mais de 8.000.000 de Testemunhas de Jeová no mundo em mais de 240 países, sem levar em conta os simpatizantes com a religião.

ISLAMISMO

O Islã é uma das primeiras religiões monoteístas do mundo, oriunda dos ideais judaicos junto, do mesmo jeito que o cristianismo. Fundada pelo profeta árabe Maomé no século XI, que escreveu o livro sagrado desta religião, o Corão, que é a base escrita da fé muçulmana. De acordo com ele, no território hoje chamado de Arábia Saudita, o arcanjo Gabriel contou ao profeta sobre a existência de um único Deus, Alá (Allah, Deus em árabe). Este livro contém diversas revelações divinas recebidas por Maomé entre os anos de 610 e 632, e prega principalmente o poder de Deus e a necessidade de amor ao próximo, justiça e bondade entre os humanos.
O islamismo possui cinco principais regras, e são elas:
-Crer em Alá e em Maomé;
-Realizar cinco orações diárias voltadas para Meca;
-Ser solidário as pessoas necessitadas e dar esmolas para os pobres;
-Obedecer ao jejum religioso durante o ramadã (mês anual de jejum);
-Ir para Meca pelo menos uma vez na vida.
Após a morte de Maomé, a religião se fragmentou, e delas se destacam duas correntes muito populares até os dias de hoje: os sunitas e xiitas.
Xiita significa “partidário de Ali”, se referindo ao Ali Abu Talib, soberano muçulmano que se casou com a filha de Maomé, Fátima, e acabou por ser assassinado. Eles defendem que a chefia do Estado muçulmano (califa) só deve ser comandada por alguém que tenha algum descendente de Maomé. Os xiitas afirmam que o imã (chefe da comunidade islâmica) é inspirado diretamente por Alá, tendo assim que ser perfeito, impecável. Eles aceitam apenas o Alcorão como livro de ensinamentos religiosos.
Os sunitas defenderam o califado de Abu Bakr (torná-lo soberano muçulmano), um dos primeiros convertidos ao Islã e que foi discípulo de Maomé. Hoje, os sunitas defendem que o chefe do Estado muçulmano deve ter respeito e honra pelas leis e capacidade de trabalho, entretanto não consideram que ele deve ser perfeito, infalível. Além de usarem o Alcorão, eles também utilizam as Sunas (livro que reúne o conjunto de tradições com os seguidores de Maomé) para obter os ensinamentos de sua fé.
Dentre os sunitas, há uma segunda divisão entre os violentos e não violentos. O termo jihadista caracteriza os mulçumanos que, como os outros, têm o objetivo de reordenar o governo e a sociedade de acordo com a lei islâmica (sharia). Contudo, eles afirmam que a utilização de violência é necessária para se conseguir atingir esse objetivo e para defender a comunidade muçulmana contra infiéis e apóstatas (pessoas que abandonaram a religião). A palavra “jihadista” não é utilizada pelos muçulmanos, pois este tem um significado nobre (busca pela construção de uma sociedade muçulmana justa ou guerra pela fé contra os infiéis), e não é digno de ser utilizado para nomear “pervertidos” que utilizam violência e se desviam dos ensinamentos religiosos.
Os jihadistas dividem o mundo entre o “reino do Islã”, que funcionam sob a lei muçulmana, e o “reino da guerra”, que não seguem a lei muçulmana, e por terem abandonado as recomendações da sharia, são alvos legítimos de ataque. Maomé disse que exércitos muçulmanos deveriam fazer o possível para evitar machucar crianças e não combatentes, todavia uma declaração assinada por alguns grupos terroristas (inclusive a Al-Qaeda), que declararam guerra total aos EUA e seus aliados, afirma que matar os não combatentes é uma respostas aos civis muçulmanos que são mortos em bombardeios dos norte-americanos e seus aliados.

Pode-se concluir, por este prisma, que a minoria dos muçulmanos faz parte de grupos extremistas como o Estado Islâmico. Por isso, deve-se desfazer o senso comum de que todo árabe ou muçulmano é um terrorista em potencial, pois os mesmos não compartilham da mesma ideologia e querem somente manifestar sua fé de maneira pacífica.

CATOLICISMO APOSTÓLICO ROMANO

O cristianismo teve sua origem com base no judaísmo,da mesma maneira que o islamismo,sendo uma das primeiras monoteístas do mundo.Com origem no Mediterrâneo Oriental,essa religião foi conquistando cada vez mais espaço,ate que se tornou a religião predominante no Império Romano no século IV.Durante a Idade Média,grande parte da Europa já era cristã,enquanto no Oriente Médio,no norte da África e em partes da Índia continuava sendo uma minoria insignificante.Depois da Era das Descobertas,através da colonização e do trabalho missionário,o cristianismo se espalhou pela América e pelo mundo.Por isso,pode-se afirmar que o cristianismo desempenhou um papel fundamental na formação da civilização oriental desde o século IV.
Hoje,o cristianismo possui entre 2 e 3 bilhões de crentes,representando cerca de um quarto a um terço da população,sendo uma das maiores do mundo.De acordo com a pesquisa do IBGE,64,6% da população brasileira é católica.
A bíblia é o livro sagrado,e é adotada pelo catolicismo,e funciona como uma biblioteca,contendo 73 livros,e funciona como instrutor de um cristão,passando-lhe ensinamento através das histórias que puderam ser registradas nessa “biblioteca ambulante”.
Para se tornar verdadeiramente católico,a pessoa deve ser batizada,onde se redime e apaga a marca do pecado da pessoa,deve ser catequizada,onde aprende os ensinamentos básicos da religião,e crismada para reforçar a graça que recebeu no batismo e dar à pessoa os sete dons do espírito santo:sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus,e principalmente confirmar sua fé como católica e oficialmente torná-lo um.
Durante a sua existência,a Igreja Católica derramou muito sangue,e realizou diversas perseguições religiosas e impôs sua fé para diversos povos.Contudo,no século XXI,essa Igreja está muito diferente,como se pode perceber através de discursos do próprio papa,onde ele diz “Todos os cristãos devem pedir desculpas às mulheres e aos homossexuais”.
A fé católica se baseia na crença na santíssima trindade,que são as 3 formas em que Deus pode se apresentar,que são imortais,distintas,porém indivisíveis:Pai(Deus),Filho(Jesus) e Espírito Santo.Deus é,segundo os católicos,o criador do Universo e pode intervir sobre ele.Ele ama a todos e qualquer um pode estabelecer uma relação pessoal com Ele através da oração.Jesus é,para essa religião,o Filho de Deus,ao mesmo tempo mortal e divino,que foi enviado a Terra para transmitir o amor à Deus e ao próximo,e veio libertar a todos do pecado através da sua morte e ressurreição,e sua vida é tida como um exemplo a seguir.O Espírito Santo é uma força,que Jesus deixou em seu lugar quando entrou em ascensão,que não pode ser vista,mas se pode sentir.O Espírito Santo se enche dentro de uma pessoa quando a pessoa abre seu coração e se entrega,então ele a domina e causa uma paz interior.

O mais importante na igreja católica não é a quantidade de pecados que o indivíduo cometeu,mas a sua capacidade de se arrepender de tais erros,considerando que vão para o céu apenas os justos,de bom coração e que se arrepende de seus pecados,para o inferno os que não se arrependem de seus pecados e para o purgatório os que morreram em estado de graça,e estão se purificando para poder ir para o céu.Dessa maneira,não importa quem a pessoa é,o que já fez ou para onde foi,ela sempre pode alcançar a salvação se estiver realmente arrependida de seus pecados.

O INIMIGO DO MEU INIMIGO NÃO TEM MEU ABRIGO



O grande inimigo em comum que as potências capitalistas possuem neste inicio de século XXI é o terrorismo. Dentre os vários massacres da história, como a Era do Terror na revolução francesa e o Ku Klux Klan, o terrorismo vem ganhando um destaque especial por ter uma forte corrente religiosa, que em sua maioria é formada por islâmicos fundamentalistas, o que acaba fazendo com que ocorra, erroneamente, um senso comum de que todo islamita é um terrorista em potencial.

Esse senso comum somado à auto-exclusão faz com que os países onde há o predomínio dessa religião, como a Turquia, Síria e Iraque acabam por serem desvalorizados pela mídia. Pode-se ter como exemplo o atentado que ocorreu no dia 13 de março em Ankara, Turquia, onde 34 pessoas morreram e 135 pessoas ficaram feridas em um atentado (o quarto na região em menos de 6 meses) e este, assim como os outros, passou despercebido pela população brasileira, já que em grande parte dos jornais e todos os noticiários dos canais abertos fizeram a cobertura das manifestações brasileiras e sequer comentaram o ocorrido. Isso se difere muito do que se observou quando houve o atentado na Bélgica, 9 dias depois, causando o mesmo numero de mortos e 200 feridos, e teve uma repercussão em todo o mundo durante o prolongar do mês.

É verdade que é de suma importância a comoção das pessoas por todo o mundo, principalmente através das redes sociais como o Twitter, onde se tornou popular o movimento “#prayforbelgium”, onde diversos usuários demonstraram compaixão pelas vítimas do atentado. Entretanto é uma injustiça haver toda essa comoção em potências europeias (como também houve no atentado à Paris) enquanto ocorrem quase diariamente ataques desses mesmos grupos nos países do Oriente Médio, e a população dessa região, em uma medida de desespero, migram para essas mesmas potências europeias e, ao chegarem lá, quando chegam com vida, são recusadas e tratadas como um problema.

Pode-se concluir que há uma influência direta do local dos atentados para que haja suas respectivas respostas, tanto por parte da mídia quanto pelos Estados capitalistas. Por isso, são necessárias medidas para controlar esse surto de terrorismo no cenário mundial, principalmente quando um dos principais grupos (ISIS) surgiu devido à política externa dos Estados Unidos. Esse combate pode ser feito através da ação de ONG’s para divulgar esses atentados em regiões do Oriente Médio e ajudar os imigrantes que são negados na Europa, além de inserir o islã e a história dos principais grupos terroristas no conteúdo de ciências humanas do ensino médio, a fim de que se torne de conhecimento amplo a diferença entre a religião islâmica e os grupos extremistas, e assim enfraqueça o preconceito aos islamitas por parte da população.